Empregabilidade: A evolução das espécies profissionais

Em tempos de crises, o maior medo de qualquer trabalhador é perder seu emprego. No Brasil, este número, em 2016, chegou a quase 23 milhões de brasileiros desempregados, segundo dados do IBGE. A informalidade aumentou e os registros dos profissionais nas empresas vão se extinguindo com a falta de rentabilidade das organizações. Então, como construir barreiras que impeçam e dificultem a fragilidade de manter-se empregado?

O fato é que não podemos concluir que qualquer técnica ou ferramenta possa garantir a estabilidade do profissional, porém a capacidade de adaptação, desenvolvimento de habilidades e de competências são fortes indícios de vantagens competitivas do trabalhador, tornando-o merecedor da vaga que ocupa ou que almeja preencher. Isto é empregabilidade.

Em uma rápida analogia com os princípios da Evolução das Espécies de Charles Darwin, identificam-se exemplos que se assemelham no mundo corporativo pois, em essência, o homem ao longo da história vem se adaptando ao meio em que vive de acordo com suas necessidades e condições:

  • Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todas suas características, não sendo, portanto, idênticos entre si;
  • Os organismos com variações favoráveis às condições do ambiente onde vivem têm mais chances de sobreviver do que os com variações menos favoráveis;
  • A atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio em que vivem.

Por esta necessidade de adequação, onde só os fortes sobrevivem, os organismos ou, neste caso, os profissionais, precisam criar mecanismos de diferenciais competitivos perante outros indivíduos semelhantes. Quais seriam as ferramentas que os profissionais poderiam se utilizar para se adaptarem aos habitats em constantes mudanças ao longo da carreira?

Neste artigo três perspectivas de análise auxiliarão o profissional nesta missão. O primeiro trata-se do desenvolvimento intelectual cuja necessidade está no crescimento do seu “eu”; o marketing pessoal está na importância de como os outros lhe enxergam, e por último, porém tão importante quanto os anteriores, é o networking, pois uma rede de contatos estratégica é vital.

Desenvolvimento Intelectual – Estamos em plena era da informação e o indivíduo tem acesso a várias fontes de conhecimento, tanto às formações tradicionais como cursos e faculdades, quanto em ambientes virtuais que são mais acessíveis e muitas vezes grátis. A capacidade intelectual permite ter um leque de escolhas através do processo cognitivo (associações, interações e raciocínio), tão importante para profissionais que necessitam de uma visão sistêmica e de decisões rápidas.

Marketing Pessoal – Muito utilizado para agregar valor à imagem do profissional. É preciso ter cuidado para não existir duas vidas distintas (pessoal/profissional), pois muito do que está nas redes sociais pode impactar negativamente e, por que não, positivamente? Use as redes ao seu favor. Detalhes como comportamentos, escrita, modo de falar e estilo pessoal são componentes chaves para a estratégia de sua marca pessoal. Seja verdadeiro, estratégico e transparente com a mensagem que você quer passar.

Networking – A relação social voltada para a área profissional é de suma importância, permite ter parceiros estratégicos, inclusive para estimular o seu Marketing Pessoal. Um aspecto a ser identificado é como anda sua interação social? Procure analisar suas relações interpessoais, intrapessoal e como está lidando com sua inteligência emocional no dia a dia. A construção dessa rede é diária e todos os aspectos da sua vida podem influenciar, portanto, atenção.

A capacidade de buscar competências deve ser constante, tanto em períodos de crise quanto em momentos prósperos da economia. Um profissional atualizado não vive apenas o presente, não considera o emprego imediatista, devendo ser um visionário que planeje seu futuro pessoal e profissional. Evolua, cresça e se mantenha vivo profissionalmente!!!

A você, Sucesso Sempre!

 

Eduardo Duke

Coach e Palestrante. Especialista em Gestão de Negócios (FCAP/UPE). Administrador (Uninassau).

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